quarta-feira, 27 de março de 2013

A Heterogeneidade e a diversidade cultural nos currículos
Nosso mundo está profundamente marcado pelo pluralismo cultural. Trata-se de diversidades étnica, cultural, religiosa, social, de capacidades e de interesses diversos que nos rodeiam. Diversidades essas que se encontram presentes nas salas de aulas e nos corredores das escolas. A escola vive hoje dilemas que a sociedade globalizada moderna enfrenta em todas as suas esferas.

A prática escolar hoje precisa observar a fundo questões como diversidade étnica, gênero, inclusão de pessoas com deficiência, respeito às diferenças e minorias, promovendo práticas includentes, onde cada ser humano é valorizado em seus diferentes aspectos. Assim, a busca do diálogo e a promoção da interação entre todos apresenta-se como um desafio para o sistema educativo.
 
Figura 2. http://revistaescola.globo.com
A proposta de currículo hoje requer que sejam repensadas as metodologias tradicionais desde o prisma da diversidade cultural e heterogeneidade no que se refere aos conteúdos escolares, as estratégias de ensino, o relacionamento professor-aluno e aluno-aluno, promovendo, por exemplo, a interação através de dinâmicas em grupo estimulando uma boa convivência, em como o sistema de avaliação, a relação escola comunidade, entre outros.

O currículo tem ligação direta ou indireta na formação e desenvolvimento do sujeito, funcionando como matéria de conhecimento, onde se pode criar e recriar, constituindo-se o elemento central do projeto pedagógico, pois ele viabiliza o ensino e aprendizagem dos alunos.

Dessa forma o currículo tornou-se algo a ser programado e renovado, sendo uma das grandes tarefas da educação, pois este deve promover a cultura voltada a construção do desenvolvimento integral do educando e formando assim cidadãos autônomos que valorizam o bem estar da comunidade na qual estão inseridos, contribuindo assim para a construção das identidades.

A escola deve ser vista como um cruzamento de diversidades que se misturam com enraizamento cultural, onde aprendemos com isso a respeitar a historia de vida de cada um. Neste processo, deve haver trocas constantes de experiências que acrescentem valores.

Essas trocas também devem incluir o respeito do professor para com seus alunos e de suas individualidades, aprendendo e respeitando as dificuldades de cada um, já que sabemos que cada individuo traz consigo conhecimentos, valores e formação pessoal acrescido desde o seu primeiro contato com sua família, onde o histórico de vivencia e realidades se contrastam muito das vezes com as praticas realizadas nas escolas.

quarta-feira, 13 de março de 2013

O estágio e a formação docente



O estágio é e sempre será de suma importância na vida de um estudante, seja ele de qual for o curso.

A experiência do estágio complementa a formação teórica recebida ao longo do curso como futuras docentes, pois fomos adquirindo habilidades práticas, como: nossa forma de expressão tanto em sala de aula como no relacionamento interpessoal, desenvolver a capacidade de observação das capacidades do aluno, do seu desenvolvimento afetivo e de conhecimento, identificar dificuldades no aprendizado, no relacionamento social, e buscar investigar mais a fundo esses aspectos da educação favorecendo a um melhoramento da nossa formação.

Neste processo de aprendizagem no estágio, observamos a importância de atuar junto com a criança em troca constante de conhecimentos, onde a criança possa ser ouvida, sendo assim o professor seu mediador das informações.

Trata-se de situações concretas que somente na prática do dia a dia podemos conhecer e procurar colocar-nos a altura do que se espera de um profissional da educação.

No texto “Formação continuada de professores: Qual o lugar da criança?” de Dalanea Cristina Flor, vemos como elemento de importância na formação do docente que esta deve ser continuada e comprometida com a formação e desenvolvimento integral da criança. O professor não é apenas um mero mediador no espaço físico da escola, mas um orientador-observador ativo no processo de desenvolvimento e aprendizagem. O educador deve estar em constante busca de novos conhecimentos, colocando em prática uma formação continua.

Neste processo de ensino e aprendizagem o educador tem o papel de contribuir na formação do caráter de um cidadão com princípios éticos, que conhece o seu espaço na sociedade, tornando-os assim capazes de construir suas próprias histórias.

Ainda, no texto “Considerações sobre a Psicomotricidade na Educação Infantil” de Francieli Santos Rossi, vemos como é fundamental o desenvolvimento psicomotor da criança para a sua aprendizagem, pois um desenvolvimento mal constituído poderá gerar diversas dificuldades no conhecimento da criança.

 Por essa razão o docente precisa ter uma formação continua e profunda sobre o desenvolvimento infantil e suas funções psicomotoras, observar e conhecer seus alunos, bem como identificar suas dificuldades na aprendizagem.

A leitura dos textos chama a atenção para observar no estágio a diversidade das características comportamentais e de personalidade das crianças, e aprofundar através da leitura e estudo de diferentes autores que abordam esses temas, tanto relativo a aspectos pedagógicos como afetivo-emocional.

Diante de tudo o que aqui foi aprofundado e da experiência prática de estágio constatamos que sempre há mais por estudar e capacitar-se para a prática profissional. O processo de aprendizado é contínuo, e constante. Nunca podemos nos dar por satisfeitos com o nosso conhecimento. Somos, constantemente, educadores, educandos.