quarta-feira, 15 de maio de 2013

Por que misturar escola com religião é ilegal?



O tema escola e religião parece despertar muitos debates e opiniões polêmicas e conflituosas. Mas antes de “brigar” pela legalidade ou não do tema, pela afirmação do secularismo e a laicidade do Estado porque não pensar no indivíduo concreto e no aspecto positivo que poderia ter na formação integral do mesmo.

Muitas vezes é na escola que a criança encontra a possibilidade de realizar uma atividade esportiva, artística ou musical. Consideremos ainda que essas crianças de escola pública têm nela sua principal ou até única experiência de vida social.

Em primeiro lugar, cabe esclarecer que não se trata aqui de defender ferrenhamente a instituição do ensino religioso nas escolas públicas, e muito menos, propor algo arbitrariamente desconsiderando que o tema da religião é tema de livre escolha. 

Contudo, desde a perspectiva de educador, o que procuramos considerar são as inquietudes e necessidades dos alunos das redes públicas, considerando de ante mão, que qualquer proposta de ensino nesta linha deve ser facultativa, respeitando as convicções de cada um, crente ou não.

Por outro lado, devemos considerar que o Estado deve respeitar e facilitar toda forma de livre expressão, inclusive a religiosa. Razão pela qual não consideramos que seja assunto de ilegalidade unir escola e religião.

Gostaríamos de aproveitar para trazer a experiência da Escola Municipal Rotary localizada no Centro da Cidade de Petrópolis onde o eixo central da proposta de trabalho do ensino religioso é o AMOR.

Fig. 2 - http://liberdadereligiosanobrasil.wordpress.com/
O trabalho com Ensino Religioso é pensado de forma criativa, partindo da realidade ambiental e social para preencher as carências detectadas na formação dos valores da criança

O ambiente é desenvolvido de forma aprazível e descontraído, acolhedor possibilitando que cada uma se sinta bem valorizada como pessoa e  participe ativamente.

As aulas são preparadas com rodas de interesse, perguntas, histórias, cartazes, jogos despertando nas crianças o interesse e atenção pelo conteúdo proposto e, assim, favorecendo o seu crescimento.

O diálogo é a atitude fundamental de quem se propõe a educar alguém. Nesse caminho o diálogo é proposto como transformação no nível individual e comunitário para uma vida concreta e feliz. Buscando atingir o interior, as raízes de cada criança.

As palavras, as reflexões e as resoluções de cada encontro procuram estar acompanhadas da Verdade. Através da qual a prática leve as crianças a desejarem viver aquilo que veem nas ações e atitudes dos educadores.

quarta-feira, 27 de março de 2013

A Heterogeneidade e a diversidade cultural nos currículos
Nosso mundo está profundamente marcado pelo pluralismo cultural. Trata-se de diversidades étnica, cultural, religiosa, social, de capacidades e de interesses diversos que nos rodeiam. Diversidades essas que se encontram presentes nas salas de aulas e nos corredores das escolas. A escola vive hoje dilemas que a sociedade globalizada moderna enfrenta em todas as suas esferas.

A prática escolar hoje precisa observar a fundo questões como diversidade étnica, gênero, inclusão de pessoas com deficiência, respeito às diferenças e minorias, promovendo práticas includentes, onde cada ser humano é valorizado em seus diferentes aspectos. Assim, a busca do diálogo e a promoção da interação entre todos apresenta-se como um desafio para o sistema educativo.
 
Figura 2. http://revistaescola.globo.com
A proposta de currículo hoje requer que sejam repensadas as metodologias tradicionais desde o prisma da diversidade cultural e heterogeneidade no que se refere aos conteúdos escolares, as estratégias de ensino, o relacionamento professor-aluno e aluno-aluno, promovendo, por exemplo, a interação através de dinâmicas em grupo estimulando uma boa convivência, em como o sistema de avaliação, a relação escola comunidade, entre outros.

O currículo tem ligação direta ou indireta na formação e desenvolvimento do sujeito, funcionando como matéria de conhecimento, onde se pode criar e recriar, constituindo-se o elemento central do projeto pedagógico, pois ele viabiliza o ensino e aprendizagem dos alunos.

Dessa forma o currículo tornou-se algo a ser programado e renovado, sendo uma das grandes tarefas da educação, pois este deve promover a cultura voltada a construção do desenvolvimento integral do educando e formando assim cidadãos autônomos que valorizam o bem estar da comunidade na qual estão inseridos, contribuindo assim para a construção das identidades.

A escola deve ser vista como um cruzamento de diversidades que se misturam com enraizamento cultural, onde aprendemos com isso a respeitar a historia de vida de cada um. Neste processo, deve haver trocas constantes de experiências que acrescentem valores.

Essas trocas também devem incluir o respeito do professor para com seus alunos e de suas individualidades, aprendendo e respeitando as dificuldades de cada um, já que sabemos que cada individuo traz consigo conhecimentos, valores e formação pessoal acrescido desde o seu primeiro contato com sua família, onde o histórico de vivencia e realidades se contrastam muito das vezes com as praticas realizadas nas escolas.

quarta-feira, 13 de março de 2013

O estágio e a formação docente



O estágio é e sempre será de suma importância na vida de um estudante, seja ele de qual for o curso.

A experiência do estágio complementa a formação teórica recebida ao longo do curso como futuras docentes, pois fomos adquirindo habilidades práticas, como: nossa forma de expressão tanto em sala de aula como no relacionamento interpessoal, desenvolver a capacidade de observação das capacidades do aluno, do seu desenvolvimento afetivo e de conhecimento, identificar dificuldades no aprendizado, no relacionamento social, e buscar investigar mais a fundo esses aspectos da educação favorecendo a um melhoramento da nossa formação.

Neste processo de aprendizagem no estágio, observamos a importância de atuar junto com a criança em troca constante de conhecimentos, onde a criança possa ser ouvida, sendo assim o professor seu mediador das informações.

Trata-se de situações concretas que somente na prática do dia a dia podemos conhecer e procurar colocar-nos a altura do que se espera de um profissional da educação.

No texto “Formação continuada de professores: Qual o lugar da criança?” de Dalanea Cristina Flor, vemos como elemento de importância na formação do docente que esta deve ser continuada e comprometida com a formação e desenvolvimento integral da criança. O professor não é apenas um mero mediador no espaço físico da escola, mas um orientador-observador ativo no processo de desenvolvimento e aprendizagem. O educador deve estar em constante busca de novos conhecimentos, colocando em prática uma formação continua.

Neste processo de ensino e aprendizagem o educador tem o papel de contribuir na formação do caráter de um cidadão com princípios éticos, que conhece o seu espaço na sociedade, tornando-os assim capazes de construir suas próprias histórias.

Ainda, no texto “Considerações sobre a Psicomotricidade na Educação Infantil” de Francieli Santos Rossi, vemos como é fundamental o desenvolvimento psicomotor da criança para a sua aprendizagem, pois um desenvolvimento mal constituído poderá gerar diversas dificuldades no conhecimento da criança.

 Por essa razão o docente precisa ter uma formação continua e profunda sobre o desenvolvimento infantil e suas funções psicomotoras, observar e conhecer seus alunos, bem como identificar suas dificuldades na aprendizagem.

A leitura dos textos chama a atenção para observar no estágio a diversidade das características comportamentais e de personalidade das crianças, e aprofundar através da leitura e estudo de diferentes autores que abordam esses temas, tanto relativo a aspectos pedagógicos como afetivo-emocional.

Diante de tudo o que aqui foi aprofundado e da experiência prática de estágio constatamos que sempre há mais por estudar e capacitar-se para a prática profissional. O processo de aprendizado é contínuo, e constante. Nunca podemos nos dar por satisfeitos com o nosso conhecimento. Somos, constantemente, educadores, educandos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Apresentação

Aqui neste espaço, futuras pedagogas apresentarão suas idéias, conceitos e aplicações adquiridas no curso de pedagogia da Universidade Metodista de São Paulo - pólo Petrópolis.

Componentes:
Alexandra Lima Will 199881
Poliana Furtado 199889
Suzy Cristina 199892
Ligia Guedes 199886
Simone Kropf 197423